Eis a questão…

Eis a questão: se a criança não pode ser consumidora direta, por que propagandas voltadas pra ela? As empresas agem livremente divulgando seus produtos e acreditam que cabe aos pais decidir o que é melhor para seus filhos, o que eles devem assistir, quais brinquedos eles devem ter. Sendo assim, então por que não fazer uma publicidade para os pais, tentando convence-los de que aquele brinquedo é bom pro seu filho? Talvez não seja assim tão fácil para os publicitários (ou até mesmo para os empresários) encontrar um benefício que esse brinquedo possa trazer pra criança.

Seria a criança, ao invés de objetivo, apenas o meio pra conquista do lucro? É imoral, ou até mesmo ilegal, se aproveitar da inocência da criança, da incapacidade de discernimento desta, pra se vender um produto? Eu acredito que sim.

É notavelmente clara a inutilidade de alguns brinquedos. São perceptíveis os malefícios que alguns deles trazem. O que satisfaz a criança não é o brinquedo em si, mas apenas o prazer de tê-lo. De início é uma grande alegria, mas logo eles se tornam sem graça e acabam indo parar na cesta junto com os outros (também desgostados) que, juntos, mais parecem sucata. E logo veremos essas crianças correndo por aí, andando de bicicleta, jogando bola, brincando de coisas que nunca saem de moda e que não precisam ser anunciadas na TV pra despertarem o interesse de garotos e garotas.

Esta entrada foi publicada em Sem categoria e marcada com a tag , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s